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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

A prova dos nove....

Da primeira vez, depois de iniciar a dieta, foi menos stressante, os valore dos anticorpos só podiam descer....e na altura foi o que aconteceu, de tal forma que a nossa gastroentologista pediatrica nos deu os parabéns - obter aqueles resultados em seis meses era muito bom! Não, ainda não tinham "negativado" ( não eram inferiores a sete) mas estávamos no bom caminho....

Na segunda análise, passado um ano, o coração quase me saltava do peito enquanto os meus olhos passavam pelos valores - queria muito que "negativasse" - queria muito que aquele intestino já fosse igual ao dos outros meninos - é quase como se alguém estive ali com um carimbo de BOA MÃE ou MÁ MÃE pronto a colocar-me em cima!! É parvo, talvez, mas é como me sentia....

.... as dúvidas que muitas mães têm em relação a tanta coisa, aqui  eram ali traduzidos em números....

   .... Será que fiz sempre bem?
    ... Será que confiei demais?
   .... Será que a alimentação dela tem sido correta e tem tudo o que deveria ter?
   .... Será?

... O bom é que tem corrido bem!! Ela "negativou" e tem sido sempre assim...todos os anos!! E este ano será igual? Agora, passados quatro anos....a ansiedade ainda se mantém mas é diferente, tenho  mais confiança de que fazemos tudo para que ela seja tão saudável como qualquer outra criança e é só...

       ..... manter a dieta sem glúten sempre!!!

Se me perguntam se estamos com ela sempre, se vemos tudo - Não, é verdade que não, mas ela própria já se defende, vai questionando lá na escola e não come se não lhe garantirem e mesmo se o fizerem ela, por vezes, desconfia....é muito ciente do que tem e quer estar sempre bem e crescer bem saudável, como sempre lhe digo.

    É verdade que sou otimista sim...mas ser mãe traz nos "aquela" ansiedade certo?



A minha miúda teve o diploma de bravura com todo o mérito!! Desde sempre que não deita uma única lágrima e toca de olhar para a seringa sempre!!
 Digam lá se não tenho uma miúda 5 estrelas!!

terça-feira, 16 de maio de 2017

Eu tenho duas filhas...uma é celíaca!

Cá por casa somos 4.
Quando se descobriu que a mais nova tinha a doença celíaca os restantes três fizeram as análises para fazer o devido rastreio e tudo se manteve. Cá por casa só a mais nova é celíaca.
O que me levou depois dos primeiros tempos de adaptação a questionar algumas situações que fazíamos em família, tais como: ir ao café e comer um pastel de nata ou entrar naquele shoping sem nos preocuparmos com o sítio que iríamos comer ou quando íamos à praia e passava aquele senhor a vender a bola de berlim e muitas vezes não o deixarmos escapar, principalmente a mãe ( faz me lembrar a minha infância - praia e bola de berlim).

Como faria agora em relação à minha filha mais velha, Leonor (não celíaca)? Deveria privá-la destes mimos? E a minha Sofia, como seria? Seria justo para ela estar ali connosco enquanto comemos um pastel de nata ou uma bola de berlim?

E a contaminação cá em casa, como fui gerindo? Será que comemos todos já massa sem glúten? E os bolos?

Tantas dúvidas que me invadiam e que me faziam, por vezes, perder noites de sono....

Aos poucos foi percebendo que tudo se equilibra e que a aprendizagem de comportamentos é/foi ensinada também à irmã mais velha e que aos poucos todos nos adaptamos e por isso...


  • Quando vamos a um café ... vamos beber um café e elas já sabem vão buscar uma pastilha elástica (ou um chupa), o café cá do bairro tem sempre pastilhas do Gorila!! Se, por acaso a mais velha se lembra de pedir um pastel de nata, só lhe damos se houver um mimo para a mais nova mas aos poucos a Leonor já percebeu que não é justo estar a comer um bolo quando a irmã não pode - mas, como em tudo, deve haver um equilibrio e se "naquele dia" ela quiser ocorre uma "negociação" para que ambas fiquem felizes.


  • Tudo o resto nós mudámos aos poucos...vamos menos aos shopings e/ou restaurantes mas não deixamos de ir. E se formos não se come sobremesa ou come-se uma fruta ou um gelado.
  • Na praia o "senhor da bola de berlim" lá passa por nós mas ninguém come nem falamos do assunto e a mãe tira a fruta ou a cenoura para comer e se alguém quiser algo doce o pai vai num instante buscar uns gelados da Olá ali do bar/café perto da praia.
  • Logo no ínicio decidi que só faria a partir de agora bolos ou sobremesas sem glúten - se antes não o fazia muito não fazia sentido não fazer agora sem glúten, ainda por cima tinha muito que aprender.
  • As massas - cá em casa sempre adorámos - no inicio ainda fazia um tacho com massa sem glúten e outra com as outras - mas rapidamente percebi que era arriscado (por causa da contaminação) e dava muito trabalho - aos poucos fui fazendo só massa sem glúten para todos e passado pouco tempo já todos comiam da massa sem glúten.



  • O único alimento que entra cá em casa com glúten é o pão e as únicas alturas de risco de contaminação é nos pequenos almoços ou lanches e o que faço sempre é preparar primeiro tudo o que é sem glúten e só depois preparo o outro. Tenho duas torradeiras e duas manteigas como todas as casas como a minha. A minha Leonor já sabe porque é só servida depois da irmã - por causa de haver menos risco de contaminação - e já entende muito bem. 


Aqui entre nós todos saímos a ganhar porque comemos menos doces/bolos e nos últimos anos no verão aderimos aos piqueniques que fazem sucesso na família quando vamos passear e socorremo-nos dos bolos/doces mais caseiros da mãe que a mana mais velha gosta sempre.
 (ao contrário da irmã Sofia que é mais esquisita - ainda por cima é a celíaca da família)

Se faço tudo bem? Não, de certeza que não!
 Faço o melhor que posso, uns dias melhor outros pior!
Enquanto as análises da minha Sofia continuarem negativas, continuam a validar o que faço e os sorrisos das minhas princesas também!!

Partilhem também como gerem isto tudo no vosso dia-a-dia, estou sempre aberta a ideias e partilhas!!


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Esta é para aqueles que não acreditam que será possível!!

Houve uma amiga de infância que me disse há uns tempos - "Quem te viu e quem te vê!"

Perante as minhas publicações de fotos de comida e na cozinha... será que eu era assim?
 - Não, longe disso!!

Quando me casei quem passava mais tempo na cozinha era ele e posso dizer que não passávamos assim tanto tempo nela. Quando íamos a um encontro de família ou uma festa - eu levava sempre - mousse de chocolate! Bolos não era comigo, de todo!!
Não posso dizer que com o passar do tempo eu não começasse a passar mais tempo na cozinha - sim passava mas para cozinhar um jantar e/ou almoço. Ainda me recordo de alguém me falar em fazer pão caseiro - esqueçam , não era de todo a minha praia - achava eu.

Por isso quando o diagnóstico apareceu na nossa família - é assim que eu vejo - eu só pensava nela, na minha filha. Arregaçar as mangas foi o meu lema - dificilmente penso de outra forma. E o engraçado foi que aquilo que tinha dito logo que não - o pão caseiro - tinha que ser uma das prioridades.

O nosso primeiro pão - feito por impulso pelo meu marido, logo passado uma semana, e avisado por mim que não devia ser assim tão fácil - foi um belo desastre - se mandássemos o pão à janela era possível que partisse de mau que era - sim cá por casa tivemos muitos desastres, dias mais frustrantes mas não podemos esquecer de - PERSISTIR!!

Em menos de três semanas após o diagnóstico eu estava a fazer o inimaginável para mim - estava num workshop de pão sem gluten da A.P.C. Se me tivessem dito uns cinco anos antes que isto tinha acontecido, eu provavelmente teria dito que era impossível!!

Cada vez masi acho que nós (seja quem for) somos capazes de muito mais que imaginávamos ou poderiamos imaginar, somos capazes de resistir a muito e a adaptar o que for necessário - se o mote for o AMOR  e se for por AMOR AOS NOSSOS FILHOS - Nada nos demove!!

Por isso a nossa vida agora é diferente mas acho mesmo que para melhor - aprendemos mais sobre a alimentação e continuamos a aprender. Estamos mais alerta com o que colocamos no prato e a educação já começa a dar "resultados" quando ouço a minha filha mais velha a fazer escolhas saudáveis e a falar constantemente de "comer de forma saudável" e a minha mais nova a estar sempre ao meu lado quando vou fazer algo na cozinha - lá está ela pronta para me ajudar!!

E por isto tudo...
   ... a minha primeira pizza caseira foi SEM GLÚTEN!
   ... o meu primeiro pão caseiro foi SEM GLÚTEN!
   ... as minhas primeiras croquetes foram SEM GLÚTEN!
   e os meus primeiros crepes e panquecas foram... (já sabem) SEM GLÚTEN!!

Podem imaginar que nunca tinha feito um bolo de aniversário mas na altura pensei - tenho 6 meses para treinar - a primeira festa de aniversário era em Julho, da irmã!!

Depois dessa já foram umas quantas... umas melhores que outras mas sempre feitas com muito... AMOR!!


AMO-VOS MUITO PRINCESAS!!